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Mapeamento de memórias e histórias do solo afro-indígena do Rio de Janeiro

Mapeamento de memórias e histórias do solo afro-indígena do Rio de Janeiro

Resumo:

O Rio de Janeiro foi a capital do Brasil, também vice-reino de Portugal, e, durante o Império e República, palco de decisivas negociações econômicas, políticas e sociais. Na atualidade, podemos sugerir ser o território a capital cultural do Brasil. Nos últimos anos, Movimentos Sociais indígenas e negros propuseram novas abordagens históricas para o território, inclusive sugerindo mudanças teórico-metodológicas que influenciaram a escrita acadêmica de suas histórias. Um dos focos da perspectiva apresentada está no movimento de pesquisadores que buscam nas relações socioeconômicas ancestrais a base da organização social atual de muitos grupos/comunidades. Na análise de processos históricos que recuperam esse movimento, dialoga-se sobretudo com as fontes dos séculos XVI e XVII, que remontam a presença afro-indígena de forma marcante na região. Como no estado foi identificado um número expressivo de territórios hoje reconhecidos como de remanescentes de quilombolas, a proposta da pesquisa em andamento é mapear mais elementos que demonstrem essa presença física, política, social e economicamente. Ressaltamos que não está em jogo a regularização de territórios quilombolas. Considera-se esse movimento de extrema importância na perspectiva de uma História Pública que faz “usos do passado” para   o fortalecimento de uma identidade afro-indígena ainda presente no estado do Rio de Janeiro, seja nas periferias suburbanas, nas comunidades quilombolas, nas aldeias cariocas e fluminenses e na população urbana, em diferentes temporalidades. Iniciando o mapeamento pelo território de Magé, na Baixada Fluminense, com o estudo tem-se por objetivo ampliar concepções de cidadania tendo em vista a consolidação de uma sociedade mais inclusiva.